quinta-feira, 14 de outubro de 2010

GOOD NIGHT




Good night, my dear!

Hugs


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CÉU ROSÁRIO BY THE SEA



By the sea

The sea roars,
waves break on the shore
and water drops,
mixed with tears,
wet your face
when you, stand there by the sea,
are waiting for your love,
the dream you still have in mind
knowing yet
that love
lost as soon as came.

CHRIS MORRIS



FLORBELA ESPANCA BY YARA


Inconstância
Procurei o amor que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava.
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!

Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!

Passei a vida a amar e a esquecer…
Um sol a apagar-se e outro a acender
Nas brumas dos atalhos por onde ando…

E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há de partir também… nem eu sei quando…

FLORBELA ESPACA




sábado, 9 de outubro de 2010

FERNANDO PESSOA BY YARA

    

Whether we write or speak are but seen
We are ever unapparent. What we are
Cannot be transfused into word or mien.
Our soul from us is infinitely far.
 However much we give our thoughts the will
        To make our soul with arts of self-show stored
Our hearts are incommunicable still.
 In what we show ourselves we are ignored.
The abyss from soul to soul cannot be bridgeD
By any skill of thought or trick for seeing.
Unto our very selves we are abridged
When we would utter  to our thought our being.
                We are our drems of ourselves, souls by gleams,
                   And each to each other dreams of others'dreams.

                           Tradução de Luísa Freire                           

Na escrita, na voz ou na aparência
Jamais nos revelamos. Nosso ser
Nem palavra nem semblante o vão dizer.
De nós a alma longe em permanência.

Por mais que a vontade ao pensar dermos
De, por artes, sermos revelados,
Os corações se quedam encerrados
E no que nos mostramos, escondemos.

Abismo de alma a alma intransponível
Não há pensar ou arte que o desfaça;
Distantes de nós mesmos, impossível

Nosso ser ao pensamento revelar.
Sonhos de nós, a alma em clarões passa
E um noutro se vê em seu sonhar.

FERNANDO PESSOA